quinta-feira, 26 de abril de 2018

Série letras e poesias antigas: Fragilidades (12/12/1991)

Oh homem
Quão semblante é o teu ser
Se por um simples pedaço de pano
Somos capazes das maiores loucuras
Somos capazes de matar, lutar ou morrer,
E, nós que nos achamos fortes,
Invulneráveis,
Que chance nós teríamos
De lutar contra um exército de mulheres,
De mulheres, todas somente com calcinhas...
E, nós que dizemos que somos o sexo forte,
O que poderíamos fazer contra uma mulher,
Com aquele sorrio, com aquele olhar...

Ah, esta penumbra...
Que dos deixa, homens, loucos,
Maravilhados,
A imaginar...
Como será?

Eu faria o impossível
Só para poder tocar,
Para tirar...

Ah, uma calcinha branca, preta, vermelha...
Quantas vezes você já me fez sonhar...
Quantas vezes eu tentei imaginar...

Mas imaginar, sonhar,
Não é a mesma coisa,
Precisamos de realidade...

Eu a imagino modelando o corpo,
Linda, perfeita,
Na medida exata,
Ah...
Eu a tiraria com a boca,
Com os dentes,
Ia tirando bem devagar,
Roçando os dentes em todo o corpo...
Fazendo-a excitar-se ainda mais,
Depois, ah depois,
A beijaria todinha,
Morderia todo o corpo...
Até ela entrar numa êxtase,
Aí então,
Somente aí,
Eu dormiria tranquilo,
Sorrindo...

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